Vereador Beto propõe leitura bíblica nas escolas municipais de Parintins, por meio de Projeto de Lei

por Clely Ferreira publicado 27/08/2019 12h07, última modificação 27/08/2019 12h07
Colaboradores: Clely Ferreira
Texto: Assessoria Parlamentar / Foto: Simone Brandão
“O projeto é única e exclusivamente de cunho educacional e não religioso, a leitura bíblica proporcionará aos alunos fundamentos históricos e sua iniciativa não se contrapõe ao Estado laico, proibir a leitura bíblica nas escolas é uma intolerância que leva ao preconceito e um ato de discriminação”, explicou.

Na manhã desta segunda-feira (26), o vereador Beto Farias (Podemos) apresentou Requerimento direcionado a Amazonas Energia solicitando instalações de cinco transformadores para a distribuição de energia nas residências do Ramal de São Luiz, que fica localizado na Comunidade de Santa Terezinha do Aninga. Beto justificou que a energia que está sendo gerada é ainda dos transformadores da rua, uma distancia de mais 300 metros e chega a ser insuficiente para sustentar todas as casas da localidade.

Em seguida, o parlamentar apresentou Projeto de Lei que propõe a leitura bíblica nas escolas da rede pública municipal de ensino do município de Parintins. O projeto tem como objetivo ampliar o conhecimento cultural, geográfico e científico sobre fatos históricos bíblicos. Tem por finalidade enriquecer ainda mais o conhecimento dos alunos, pois norteiam as atitudes humanas e até servem para a consulta de cientistas, como por exemplo Galileu.

“O projeto é única e exclusivamente de cunho educacional e não religioso, a leitura bíblica proporcionará aos alunos fundamentos históricos e sua iniciativa não se contrapõe ao Estado laico, proibir a leitura bíblica nas escolas é uma intolerância que leva ao preconceito e um ato de discriminação”, explicou.

Sobre o encaminhamento do Projeto de Lei com reforma do Estatuto do Servidor Público Municipal, o vereador manifestou repulsa referente à publicação em um blog em que aparece o nome do Legislativo. “Tentaram manchar de uma forma, onde os parlamentares dessa Casa vendem os seus votos, com uma intenção de prejudicar o Poder Legislativo parintinense, colocou todos nós em cheque. A população e os servidores públicos, claro, vão julgar e, precipitadamente, estão julgando a postura, a moral, a ética de cada parlamentar”, repudiou.

“Eu não sou funcionário do Prefeito Municipal, sou funcionário da Câmara Municipal de Parintins, sou um servidor público. Eu não posso aceitar que um Projeto de Lei venha, realmente, ferir a postura de todos os funcionários públicos municipais de Parintins”, completou.

O edil culpou a equipe técnica da Prefeitura, por meio da Procuradoria, que encaminhou um Projeto sem ouvir os funcionários públicos. Quanto à formação de Comissão para revisão do projeto, colocou seu nome a disposição.